Conto pt II "O Encontro"

"No dia seguinte, levantou-se pensativo, sabia que tinha que tomar uma atitude agora, mas não sabia como, foi escovar os dentes, olhou-se no espelho e vira uma coisa que nunca havia estado ali, um brilho nos olhos, então contemplou aquela luz por alguns segundos, antes de retomar o que estava fazendo. Caminhou lentamente pelo corredor, se dirigindo à cozinha para tomar seu costumeiro copo de leite. Olhava para o relógio insistentemente, queria que esse mecanismo chamado tempo passasse logo, sabia que ainda era cedo, e que nessa hora não conseguiria falar com ela. Assim passou o dia, o tempo que não estava concentrado em algo, pensava nela, em como iria dizer o que tinha que dizer, e assim as horas se escorreram lentamente, até o momento em que pode falar com ela. Iniciou uma conversa timida, e assim que pode, convidou-a para ir ao cinema, e assim combinaram a hora e o local, se despediram e foram fazer o que tinha que fazer. Ele resolveu antes de tudo limpar sua gaveta, juntou os papéis que ja não tinham mais valor, fez um monte e tacou fogo, dessa maneira ele ia limpando também a sua mente, focando em seu objetivo e reunindo forças, enquanto olhava para aquela pira que queimava incansavelmente, num lindo contraste entre o fogo e o dia chuvoso. Logo que temrinará com a limpeza ja estava quase na hora do encontro, tomou um banho vagaroso. Se vestiu, da sua maneira, ele não era muito de se arrumar, porém sabia se vestir dentro do seu estilo, sempre sem chamar a atenção, gostava de passar desapercebido. Chegou no local na hora marcada, ela ainda não havia chego, sentou-se na frente do cinema e resolveu juntar o resto de suas forças, havia tomado uma decisão e não deixaria passar dessa noite, vinha alimentando o fogo desse sentimento a muito tempo, e enlouqueceria se não falasse. Pouco tempo depois ela chegou, com seu sorriso doce, ele ainda estava em transe pensando no que diria, seus olhos cruzaram o dela, e como que sincronizado, seu coração deu de subito um pulo, juntamente com ele no momento em que saiu daquele transe. Levantou-se devagar, compraram os ingressos e enquanto esperavam ficaram andando. Chegada a hora, entraram no cinema, ele sabia que não poderia enrolar para dizer, o tempo não estava a seu favor, os momentos em que estava com ela eram mágicos e apesar de ele querer parar aqueles momentos, eles insistiam em passar rapidamente, e assim foi passando-se o filme, ele conversava com ela, procurava sempre puxar assunto, apesar dos insistentes pedido de silêncio dentro do cinema, precisava manter-se conversando com ela, apesar de pensar que ja havia juntado suas forças para dizer, ainda não havia juntado toda ela. Assim as horas se passaram e o filme terminou, sairam no estacionamento, ele puxou conversa, não podia deixa-la ir embora, enfim havia juntado toda sua força, mas como que uma surpresa, de forma inusitada foram quase que expulsos do estacionamento, então ele pediu que ela parasse logo na saida, em um posto que a aquela altura ja estava fechado, ela atendeu seu pedido, ele parou o carro logo atras do dela, se dirigiu até a janela do carro, debruçou na janela, ela estava com a cabeça baixa, estava com sono, ele não podia perder a oportunidade, queria poder olhar nos olhos dela para dizer, mas não podia esperar, então silenciou-se resmungou duas ou três palavras, equanto encontrava a maneira de como dizer, ela questionou-o, ele disse q estava pensando, e então de subito, quase como num agora ou nunca, ele fechou os olhos e num suspiro disse meio que enrolando as palavras o que tinha que dizer, como que num soluço, disse as palvras, que a queria, ela levantou a cabeça olhando para ele, num momento pareceu assustada com as palavras, fez uma interrotigava, como se não tivesse entendido, mas ele agora temeroso, percebeu que ela havia entendido as palavras, e apenas questionou-a se havia entendido, no que recebeu prontamente a afirmativa. Nessa hora sua cabeça girava, ela não dizia nada, e ele não sabia o que dizer, apenas se olhavam, ela então convidou-o para entrar no carro, ele ainda com tudo girando , deu a volta e entrou, chegou até a esquecer seu carro aberto. No momento e que sentou, olhou novamente para ela, se perguntando do porque pedirá para entrar, e ela logo questionou, se havia outra coisa para dizer, pelo momento em que havia dito que estava pensando, de súbito, ja sem o controle sobre si ele disse que estava pensando em como ia dizer, e que era só isso, que ele a queria, e perguntou ela ela não diria nada, ela questionada perguntou o que ele queria que ela dissesse, que não tinha o que falar, assim naquele momento quase sem esperança, sem mais saber o que pensar, mas fascinado pelo brilho em seus olhos, aquele mesmo brilho que virá no dele, aquela luz em seu sorriso, reconheceu o sinal e numa resposta imediata e ainda que meio desesperada ele disse com a sua ultima força, que se não iria dizer nada para beija-lo, então de súbito, para sua surpresa, ela disse que tudo bem e subiu em seus braços, neste momento sua cabeça era apenas um branco, seu coração foi tomado de uma paz, e aquela noite terminou nos braços dela, e iniciou-se uma força muito maior, a força da união dos corações."
Ezequiel Dalfre (12/11/2007) 18:40

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