segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Lilás

Lilás


Uma imagem petrificada
Pensamentos difusos
Mergulhado num triste olhar
Numa feição esperançosa
Ao longo do horizonte
Se põe o Sol em tons lilás
Nesse dia invernal.
Ao fundo uma canção
Soando como poesia
Revelando meus tormentos
Fúrias, magoas e tristezas
Cristalizadas em lágrimas
Dilacerado pelo frio
Das lembranças vazias
O sangue flui entrelaçado
Ao vinho que entorpece
Destino ou acaso?
Ao longe desponta
Junto a noite impetuosa
Uma doce Lua
Iluminando as trevas
Que consumia a alma
No peito o coração
Explode em desejo
Que alma é essa que vens a mim?
Anjo ou Demônio?
Me toma num abraço
Resgatando os sonhos
Esquentando meu ser
Então toda trevas se desfaz
E o lilás de fundo
Toma conta de toda paisagem
E a alma descansa em paz
Repousando em meio ao frio
Aquecida na luz de um abraço!

Ezequiel Dalfre (22/08/2016 - 16:46)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Transpiração

Beijo que faz a alma gelar
Por instantes o coração parar
Acende a chama do brilho no olhar
E sem motivos nos faz suspirar

Beijo que nos faz querer mais
Que nos rende as coisas banais
Sentindo a respiração sôfrego
E cada toque da pele, poro a poro

Beijo que nos mata lentamente
Nos traz a natureza animal
Nos leva em minutos
Do carnal ao Astral

Beijo que anseio dia a dia
Que venha com o amor
Que tanto busco
E que dure até meu ultimo suspiro!

Ezequiel Dalfre (30/05/2013 - 14:06)


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Parâmetros

"Hoje acordei mais cedo
No peito ainda o medo
Ao meu lado procurei
E não te encontrei
Pela casa te Busquei
E na sua ausência chorei
A lembrança viva me consome
E no silêncio clamo seu nome
A tristeza pura em seus braços me toma
Minhas forças se esvaem
O frio gélido do mundo sem você
Me cega, me desnuda, me enfraquece.
Em cada canto que olho
Vejo seu pálido sorriso
A sombra dos momentos perfeitos
Perdidos no tempo
Ao acaso,
Cara a cara para o esquecimento
E quando cai a noite,
De mim pouco resta
Apenas essa dor dilacerante
Matando aos poucos meu coração.
O sangue bombeado
Cada vez mais fraco
E um abismo se abre aos meus pés
E suas mãos
Não vão me amparar
E nesse momento fecho os olhos
Rezo, e torço por alguém me ouvindo
O desespero toma conta
Tudo parece um pesadelo
Do qual não mais posso acordar.
Um dia minha alma lhe entreguei
E hoje ela vaga no purgatório
Lançada ao seu descaso
Implorando pelo calor
Do seu doce abraço.
Não mais posso suportar
Sem meus olhos marejar
Mas como posso
Voltar a confiar?
Sem de novo me machucar?
E sigo perdido
Buscando encontrar a porta
Que me leve de novo
A ficar do seu lado
Sem me magoar.
E contigo tenha a certeza
Que sempre vou te amar
E por você
Sempre irei esperar,
Até a última gota
Que do meu sangue se derramar."

Ezequiel Dalfre (20/08/2012 - 18H00)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Rebirth

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Frio

Frio

"As vezes um sentimento me invade
Um sentimento que por vezes tento ignorar
E horas outras deixo me dominar,
Um sentimento que me consome sem piedade.
Surto plenamente, desejando que alguém veja
Perco os sentidos rezando
E essa dor nada pode arrebatar.
Por horas caio a fio, sem a lugar algum chegar
E quantas vezes olho ao relógio
Esperando um dia encontrar...
Encontrar um lugar...
Apenas um lugar ?
A quem quero enganar ?
Então levanto sorrateiramente
E corro, sem destino
Apenas ouvindo o farfalhar do vento a minha volta
Sentindo ele friamente cortando minha face
As lembranças eminentes
Tento bloquear sem pestanejar
Mas os fantasmas do passado
Adentram pela porta,
Que não houve tempo de se fechar
Paro de imediato, num tranco
Aonde esta o vinho ?
Aonde esta o torpor ?
Ainda sinto a agonia
Ainda ouço meu nome chamar
O coro de anjos num lamento a cantar
Que desejo é esse ?
Que toma conta e não me deixa raciocinar?
Que desejo é esse ?
Um anseio ancestral que por hora temo encarar?
Não, não temo as trevas...
Nas trevas a luz se faz enchergar...
Mas para onde vou quando tudo isso acabar?
Acendo a vela, a vela da esperança...
Do pavio a me alimentar...
Mas a chuva não demora a se derramar
Apagando qualquer chama que teimasse a queimar...
E ali sozinho e perdido, molhado pelas lágrimas
Derramada pelas nuvens
Sento-me em pensamentos,
Com minhas lágrimas a fundir-se
Pingo a pingo, tocando o chão...
E o frio consome minhas forças
Ou o pouco que resta dela...
E aos poucos o silêncio chega...
E a vida se esvai...
E uma figura petrificada...
ganha vida em meio ao nada...
E ali permanece uma estátua...
Esperando...
O sopro quente da vida...
Trazida pelo seu objeto de desejo...
O mesmo desejo que o congelou...
E ali permanece
Esperando...
Pelo verdadeiro ... ... ... ... !!!"

Ezequiel Dalfre (13/11/2008 - 21:42)





sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Alleine Zu Zweit

Alleine Zu Zweit

Lacrimosa

Composição: Tilo Wolff

Am Ende der Wahrheit
Am Ende des Lichts
Am Ende der Liebe
Am ende - da stehst du
(Im Herzen wird es leerer - ein Teil geht nun von mir)
Nichts hat überlebt
Wir haben schweigend uns schon lange getrennt
Und mit jedem Tag wir
Wuchs die Lüge unserer Liebe
Und je weiter wir den Weg zusammen gingen
Desto weiter haben wir uns voneinander entfernt

Einsam - gemeinsam
Wir haben verlernt uns neu zu suchen
Die Gewohnheit vernebelt
Die Trägheit erstickt
Der Hochmut macht trunken
Und die Nähe treibt zur Flucht

Tanz - mein Leben - tanz
Tanz mit mir
Tanz mit mir noch einmal
In den puren Rausch der nackten Liebe

Und wenn ich ihn so sehe
Wenn ich sie erlebe
Wenn ich uns betrachte
Etwas hat überlebt
Und wenn ich Kraft und Hoffnung fände
Wenn ich selbst noch den Glauben an uns hätte
Wenn ich sie erreichen könnte
Sie noch einmal für mich hätte
Wenn die Basis - unser Fundament
Wenn wir uns noch einmal neu entdecken würden
Wenn sie nur wollte
Ich will !

domingo, 17 de agosto de 2008

Conspirações


"Deito-me no chão
Olhando para céu

Buscando estrelas
Onde elas nunca estarão

Tiradas de minha visão

Deixo a vida esvair
Sem qualquer destino

Sem qualquer razão

Sinto as lágrimas

Descendo em brasa

Deixando incrivel sensação

Em cada póro que toca


Meus gritos silenciosos

Derramados pela alma
Silenciados pelo corpo
Emanando na pele

Pode sentir ?

Pode entender ?

Ouça minhas palavras
Olhe em meus olhos
Entenda no silêncio

A conspiração do momento

Divido o sangue

Escorrendo pouco a pouco
E a tristeza indo embora
Junto com a vida


Me tome nos braços

Leve-me para fora
Deixe-me sentir o vento
Chocando-se o calor da pele


E quando toda luz se for

E apenas as trevas permanecer
Levantarei novamente

Para uma nova vela acender..."


Ezequiel Dalfre - 17/08/2008 - 22:07