quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Rebirth

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Frio

Frio

"As vezes um sentimento me invade
Um sentimento que por vezes tento ignorar
E horas outras deixo me dominar,
Um sentimento que me consome sem piedade.
Surto plenamente, desejando que alguém veja
Perco os sentidos rezando
E essa dor nada pode arrebatar.
Por horas caio a fio, sem a lugar algum chegar
E quantas vezes olho ao relógio
Esperando um dia encontrar...
Encontrar um lugar...
Apenas um lugar ?
A quem quero enganar ?
Então levanto sorrateiramente
E corro, sem destino
Apenas ouvindo o farfalhar do vento a minha volta
Sentindo ele friamente cortando minha face
As lembranças eminentes
Tento bloquear sem pestanejar
Mas os fantasmas do passado
Adentram pela porta,
Que não houve tempo de se fechar
Paro de imediato, num tranco
Aonde esta o vinho ?
Aonde esta o torpor ?
Ainda sinto a agonia
Ainda ouço meu nome chamar
O coro de anjos num lamento a cantar
Que desejo é esse ?
Que toma conta e não me deixa raciocinar?
Que desejo é esse ?
Um anseio ancestral que por hora temo encarar?
Não, não temo as trevas...
Nas trevas a luz se faz enchergar...
Mas para onde vou quando tudo isso acabar?
Acendo a vela, a vela da esperança...
Do pavio a me alimentar...
Mas a chuva não demora a se derramar
Apagando qualquer chama que teimasse a queimar...
E ali sozinho e perdido, molhado pelas lágrimas
Derramada pelas nuvens
Sento-me em pensamentos,
Com minhas lágrimas a fundir-se
Pingo a pingo, tocando o chão...
E o frio consome minhas forças
Ou o pouco que resta dela...
E aos poucos o silêncio chega...
E a vida se esvai...
E uma figura petrificada...
ganha vida em meio ao nada...
E ali permanece uma estátua...
Esperando...
O sopro quente da vida...
Trazida pelo seu objeto de desejo...
O mesmo desejo que o congelou...
E ali permanece
Esperando...
Pelo verdadeiro ... ... ... ... !!!"

Ezequiel Dalfre (13/11/2008 - 21:42)





sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Alleine Zu Zweit

Alleine Zu Zweit

Lacrimosa

Composição: Tilo Wolff

Am Ende der Wahrheit
Am Ende des Lichts
Am Ende der Liebe
Am ende - da stehst du
(Im Herzen wird es leerer - ein Teil geht nun von mir)
Nichts hat überlebt
Wir haben schweigend uns schon lange getrennt
Und mit jedem Tag wir
Wuchs die Lüge unserer Liebe
Und je weiter wir den Weg zusammen gingen
Desto weiter haben wir uns voneinander entfernt

Einsam - gemeinsam
Wir haben verlernt uns neu zu suchen
Die Gewohnheit vernebelt
Die Trägheit erstickt
Der Hochmut macht trunken
Und die Nähe treibt zur Flucht

Tanz - mein Leben - tanz
Tanz mit mir
Tanz mit mir noch einmal
In den puren Rausch der nackten Liebe

Und wenn ich ihn so sehe
Wenn ich sie erlebe
Wenn ich uns betrachte
Etwas hat überlebt
Und wenn ich Kraft und Hoffnung fände
Wenn ich selbst noch den Glauben an uns hätte
Wenn ich sie erreichen könnte
Sie noch einmal für mich hätte
Wenn die Basis - unser Fundament
Wenn wir uns noch einmal neu entdecken würden
Wenn sie nur wollte
Ich will !

domingo, 17 de agosto de 2008

Conspirações


"Deito-me no chão
Olhando para céu

Buscando estrelas
Onde elas nunca estarão

Tiradas de minha visão

Deixo a vida esvair
Sem qualquer destino

Sem qualquer razão

Sinto as lágrimas

Descendo em brasa

Deixando incrivel sensação

Em cada póro que toca


Meus gritos silenciosos

Derramados pela alma
Silenciados pelo corpo
Emanando na pele

Pode sentir ?

Pode entender ?

Ouça minhas palavras
Olhe em meus olhos
Entenda no silêncio

A conspiração do momento

Divido o sangue

Escorrendo pouco a pouco
E a tristeza indo embora
Junto com a vida


Me tome nos braços

Leve-me para fora
Deixe-me sentir o vento
Chocando-se o calor da pele


E quando toda luz se for

E apenas as trevas permanecer
Levantarei novamente

Para uma nova vela acender..."


Ezequiel Dalfre - 17/08/2008 - 22:07


quinta-feira, 5 de junho de 2008

Estranho

Estranho

É estranho como a noite chega rápido
Depois de um dia qualquer
Os olhos se fecham a medida em que vemos
A mente se abre e se expande assustadoramente

É estranho como podemos caminhar
Sem sair do mesmo lugar
Independente de onde se quer chegar
Independente do momento que se deseja partir

É estranho como imagens coloridas
Simplesmente se tornam preto e branco
Sem explicação ou razão
Como em um colapso nervoso

É estranho como ainda ouço uma voz
Sussurrando dia e noite aos meus ouvidos
Clamando por alguma coisa
Que não posso atender, apesar de desejar

É estranho, espantoso, e não poderia explicar
Como uma rosa cresce, brota e morre
Deixando no chão seu legado vermelho
Sem ninguém para admirar

É estranho, como as lágrimas te surpreendem
Escorrendo por cada poro em sua face
Até atingir o chão silenciosamente
E atemorizar o mais bravo dos homens

É estranho como podemos olhar
E simplesmente fingirmos que não vemos
A dor, a agonia e o sofrimento dos outros
E continuarmos sem remorso algum

É estranho como tudo caminha
Lentamente para lugar algum
E simplesmente ninguém se importa
Aonde vamos chegar

É estranho como o medo invade
A ponto de paralisar
Mas quando você ouve o coração
A força se renova e você caminha

É estranho o vento gelado de inverno
Tocando sua face lentamente
Trazendo lembranças perdidas
E acendendo fogos apagados

É estranho a morte
Que chega sorrateira e sem alarde
Que lhe pega pelas mãos
E lhe entrega tanta paz

É estranho tantas coisas
Que mesmo que escrevesse
Durante a noite toda
Não seria capaz de enumerar

E ainda assim
É estranha a tristeza
Que invade peito adentro
E libera a voz do coração
Que fala abertamente
Viciando até o mais frio
E mostrando a verdadeira beleza
Em várias faces
Que ja mais serão compreendidas

E por fim,
É estranho o preto e o branco
Que imortalizam paisagens
Despertam sentimentos
E registram cada passagem dessas
Em toda sua vida.

Ezequiel (05/06/2008 - 22:42)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Canções


"A noite chega ao longe
Uma mistura psicodélica no horizonte
A lua vem lentamente
O sol insiste em retardar sua partida
O encontro entre escuridão e luz.
O vento toca suavemente minha face,
Levando meus pensamentos
Sua face é presente,
Em todos minutos que conto,
Para o tão aguardado momento
De em seus braços repousar,
De meus olhos no seu mergulhar.
Assim caminho lentamente,
Levando comigo apenas uma rosa,
Cujo perfume é tão doce como o seu,
Cujo a pétala, é tão macia quanto sua pele,
Ao fundo ouço canções
Entoadas por anjos
Aos corações dos namorados,
E como um anjo,
Você canta ao meu coração,
Com sua doce voz ao meu ouvido,
E tomado de uma loucura indescritível
Meu peito parece explodir,
E tomado apenas de amor
Um amor puro e verdadeiro,
Ando lentamente ao seu encontro
Ao encontro do anjo
O anjo sem nome
Dona do meu amor.
E assim me rendo em seus braços
Aonde repousarei
Por toda minha vida
Numa união de almas
Que se amam verdadeiramente."

Ezequiel Dalfre 08/01/2008 - 18:55



segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Conto pt II "O Encontro"


"No dia seguinte, levantou-se pensativo, sabia que tinha que tomar uma atitude agora, mas não sabia como, foi escovar os dentes, olhou-se no espelho e vira uma coisa que nunca havia estado ali, um brilho nos olhos, então contemplou aquela luz por alguns segundos, antes de retomar o que estava fazendo. Caminhou lentamente pelo corredor, se dirigindo à cozinha para tomar seu costumeiro copo de leite. Olhava para o relógio insistentemente, queria que esse mecanismo chamado tempo passasse logo, sabia que ainda era cedo, e que nessa hora não conseguiria falar com ela. Assim passou o dia, o tempo que não estava concentrado em algo, pensava nela, em como iria dizer o que tinha que dizer, e assim as horas se escorreram lentamente, até o momento em que pode falar com ela. Iniciou uma conversa timida, e assim que pode, convidou-a para ir ao cinema, e assim combinaram a hora e o local, se despediram e foram fazer o que tinha que fazer. Ele resolveu antes de tudo limpar sua gaveta, juntou os papéis que ja não tinham mais valor, fez um monte e tacou fogo, dessa maneira ele ia limpando também a sua mente, focando em seu objetivo e reunindo forças, enquanto olhava para aquela pira que queimava incansavelmente, num lindo contraste entre o fogo e o dia chuvoso. Logo que temrinará com a limpeza ja estava quase na hora do encontro, tomou um banho vagaroso. Se vestiu, da sua maneira, ele não era muito de se arrumar, porém sabia se vestir dentro do seu estilo, sempre sem chamar a atenção, gostava de passar desapercebido. Chegou no local na hora marcada, ela ainda não havia chego, sentou-se na frente do cinema e resolveu juntar o resto de suas forças, havia tomado uma decisão e não deixaria passar dessa noite, vinha alimentando o fogo desse sentimento a muito tempo, e enlouqueceria se não falasse. Pouco tempo depois ela chegou, com seu sorriso doce, ele ainda estava em transe pensando no que diria, seus olhos cruzaram o dela, e como que sincronizado, seu coração deu de subito um pulo, juntamente com ele no momento em que saiu daquele transe. Levantou-se devagar, compraram os ingressos e enquanto esperavam ficaram andando. Chegada a hora, entraram no cinema, ele sabia que não poderia enrolar para dizer, o tempo não estava a seu favor, os momentos em que estava com ela eram mágicos e apesar de ele querer parar aqueles momentos, eles insistiam em passar rapidamente, e assim foi passando-se o filme, ele conversava com ela, procurava sempre puxar assunto, apesar dos insistentes pedido de silêncio dentro do cinema, precisava manter-se conversando com ela, apesar de pensar que ja havia juntado suas forças para dizer, ainda não havia juntado toda ela. Assim as horas se passaram e o filme terminou, sairam no estacionamento, ele puxou conversa, não podia deixa-la ir embora, enfim havia juntado toda sua força, mas como que uma surpresa, de forma inusitada foram quase que expulsos do estacionamento, então ele pediu que ela parasse logo na saida, em um posto que a aquela altura ja estava fechado, ela atendeu seu pedido, ele parou o carro logo atras do dela, se dirigiu até a janela do carro, debruçou na janela, ela estava com a cabeça baixa, estava com sono, ele não podia perder a oportunidade, queria poder olhar nos olhos dela para dizer, mas não podia esperar, então silenciou-se resmungou duas ou três palavras, equanto encontrava a maneira de como dizer, ela questionou-o, ele disse q estava pensando, e então de subito, quase como num agora ou nunca, ele fechou os olhos e num suspiro disse meio que enrolando as palavras o que tinha que dizer, como que num soluço, disse as palvras, que a queria, ela levantou a cabeça olhando para ele, num momento pareceu assustada com as palavras, fez uma interrotigava, como se não tivesse entendido, mas ele agora temeroso, percebeu que ela havia entendido as palavras, e apenas questionou-a se havia entendido, no que recebeu prontamente a afirmativa. Nessa hora sua cabeça girava, ela não dizia nada, e ele não sabia o que dizer, apenas se olhavam, ela então convidou-o para entrar no carro, ele ainda com tudo girando , deu a volta e entrou, chegou até a esquecer seu carro aberto. No momento e que sentou, olhou novamente para ela, se perguntando do porque pedirá para entrar, e ela logo questionou, se havia outra coisa para dizer, pelo momento em que havia dito que estava pensando, de súbito, ja sem o controle sobre si ele disse que estava pensando em como ia dizer, e que era só isso, que ele a queria, e perguntou ela ela não diria nada, ela questionada perguntou o que ele queria que ela dissesse, que não tinha o que falar, assim naquele momento quase sem esperança, sem mais saber o que pensar, mas fascinado pelo brilho em seus olhos, aquele mesmo brilho que virá no dele, aquela luz em seu sorriso, reconheceu o sinal e numa resposta imediata e ainda que meio desesperada ele disse com a sua ultima força, que se não iria dizer nada para beija-lo, então de súbito, para sua surpresa, ela disse que tudo bem e subiu em seus braços, neste momento sua cabeça era apenas um branco, seu coração foi tomado de uma paz, e aquela noite terminou nos braços dela, e iniciou-se uma força muito maior, a força da união dos corações."

Ezequiel Dalfre (12/11/2007) 18:40