Tears in a cold day
Minha visão escurece, o caminho não é mais como antes, minha visão é como um sonho, sem precedentes, tomando conta de tudo a minha volta. A realidade é apenas um borrão, uma lembrança distante de algo que se foi. A música toma conta de mim, e as palavras se fundem ao momento, num perfeito tango.
O desejo de tudo aquilo é mais do que posso esperar, desnorteado vago sem destino, sem ao menos saber por onde caminho, na minha face apenas o vento, e no meu ser apenas a liberdade, sem precedentes, esquecendo a vida.
Posso ver claramente cada cenário que se forma, tudo tão real, posso até sentir o gosto do vinho que bebo. Ao longe posso ver as ondas se quebrarem na praia, o sol toca a água, a união da luz e da escuridão no mais lindo show de sombras e luzes.
Em minha mão o caderno é real, assim como solidão que me faz companhia, cada palavra escrita é como uma oração que ganha vida. A noite chega rapidamente, e o vinho se esvai e embrigado posso ver pela praia, tão bela, caminhando lentamente em minha direção, descalça, com seu vestido branco, seu cabelo negro, misteriosa, cantando uma canção, com a mais angelical das vozes, ecoando em minha alma cada verso, e em meus olhos as lágrimas caem, e cada gota, são como o violino que rege tão bela canção.
Sentado ali, não consigo mecher um musculo sequer, posso sentir sua presença, posso sentir sua tristeza, assim como a minha, cada segundo parecem um século, e cada século tão sutil e tão doce que se torna indescritivel, agora anseio pela sua presença junto a mim, anseio pelos seus olhos nos meus,e assim ela se aproxima e se senta, sem dizer uma palavra sequer, apenas a olhar fixamente para meus olhos, seus lábios e seu sorriso é o mais lindo que ja vi, ela estende as mãos, traz consigo uma outra garrafa de vinho, e ali nós dividimos aquela doce garrafa, do vinho mais puro, como o sangue mais doce.
Nosso rosto se aproximam, nada premeditado, posso sentir seus lábios a quase tocar os meus, meus olhos se fecham naturalmente sem eu ao menos perceber, e ali naquela linda noite provei do beijo mais suave, mais gracioso, e ali tendo apenas o silêncio e a lua como testemunha, nos amamos, de nosso corpo apenas a energia de duas almas se unindo, almas gêmeas se completando.
Ja era de manhã, fui acordado pela chuva caindo sobre mim, olhei a minha volta, não conseguia reconhecer o lugar em que estava, estava deitado num banco, parecia ser um park, ao meu lado encontrei uma carta, o frio cortava minha pele, junto com a chuva, li apreensivo cada paraagrafo daquela carta, naquele momento minhas lágrimas rolaram, um anjo que dizia, que me amava, que eu era sua alma gêmea, e logo viria me reclamar para ela, então minhas lágrimas se fundiram a chuva e num impulso, contemplei o céu, cinzento, o cenário perfeito, e gritei... EU TE AMO... e como resposta um longo silêncio seguido de um sussurro... EU TAMBÉM TE AMO...

O desejo de tudo aquilo é mais do que posso esperar, desnorteado vago sem destino, sem ao menos saber por onde caminho, na minha face apenas o vento, e no meu ser apenas a liberdade, sem precedentes, esquecendo a vida.
Posso ver claramente cada cenário que se forma, tudo tão real, posso até sentir o gosto do vinho que bebo. Ao longe posso ver as ondas se quebrarem na praia, o sol toca a água, a união da luz e da escuridão no mais lindo show de sombras e luzes.
Em minha mão o caderno é real, assim como solidão que me faz companhia, cada palavra escrita é como uma oração que ganha vida. A noite chega rapidamente, e o vinho se esvai e embrigado posso ver pela praia, tão bela, caminhando lentamente em minha direção, descalça, com seu vestido branco, seu cabelo negro, misteriosa, cantando uma canção, com a mais angelical das vozes, ecoando em minha alma cada verso, e em meus olhos as lágrimas caem, e cada gota, são como o violino que rege tão bela canção.
Sentado ali, não consigo mecher um musculo sequer, posso sentir sua presença, posso sentir sua tristeza, assim como a minha, cada segundo parecem um século, e cada século tão sutil e tão doce que se torna indescritivel, agora anseio pela sua presença junto a mim, anseio pelos seus olhos nos meus,e assim ela se aproxima e se senta, sem dizer uma palavra sequer, apenas a olhar fixamente para meus olhos, seus lábios e seu sorriso é o mais lindo que ja vi, ela estende as mãos, traz consigo uma outra garrafa de vinho, e ali nós dividimos aquela doce garrafa, do vinho mais puro, como o sangue mais doce.
Nosso rosto se aproximam, nada premeditado, posso sentir seus lábios a quase tocar os meus, meus olhos se fecham naturalmente sem eu ao menos perceber, e ali naquela linda noite provei do beijo mais suave, mais gracioso, e ali tendo apenas o silêncio e a lua como testemunha, nos amamos, de nosso corpo apenas a energia de duas almas se unindo, almas gêmeas se completando.
Ja era de manhã, fui acordado pela chuva caindo sobre mim, olhei a minha volta, não conseguia reconhecer o lugar em que estava, estava deitado num banco, parecia ser um park, ao meu lado encontrei uma carta, o frio cortava minha pele, junto com a chuva, li apreensivo cada paraagrafo daquela carta, naquele momento minhas lágrimas rolaram, um anjo que dizia, que me amava, que eu era sua alma gêmea, e logo viria me reclamar para ela, então minhas lágrimas se fundiram a chuva e num impulso, contemplei o céu, cinzento, o cenário perfeito, e gritei... EU TE AMO... e como resposta um longo silêncio seguido de um sussurro... EU TAMBÉM TE AMO...
Ezequiel (24/06/2007)

