Frio
Frio
"As vezes um sentimento me invade
Um sentimento que por vezes tento ignorar
E horas outras deixo me dominar,
Um sentimento que me consome sem piedade.
Surto plenamente, desejando que alguém veja
Perco os sentidos rezando
E essa dor nada pode arrebatar.
Por horas caio a fio, sem a lugar algum chegar
E quantas vezes olho ao relógio
Esperando um dia encontrar...
Encontrar um lugar...
Apenas um lugar ?
A quem quero enganar ?
Então levanto sorrateiramente
E corro, sem destino
Apenas ouvindo o farfalhar do vento a minha volta
Sentindo ele friamente cortando minha face
As lembranças eminentes
Tento bloquear sem pestanejar
Mas os fantasmas do passado
Adentram pela porta,
Que não houve tempo de se fechar
Paro de imediato, num tranco
Aonde esta o vinho ?
Aonde esta o torpor ?
Ainda sinto a agonia
Ainda ouço meu nome chamar
O coro de anjos num lamento a cantar
Que desejo é esse ?
Que toma conta e não me deixa raciocinar?
Que desejo é esse ?
Um anseio ancestral que por hora temo encarar?
Não, não temo as trevas...
Nas trevas a luz se faz enchergar...
Mas para onde vou quando tudo isso acabar?
Acendo a vela, a vela da esperança...
Do pavio a me alimentar...
Mas a chuva não demora a se derramar
Apagando qualquer chama que teimasse a queimar...
E ali sozinho e perdido, molhado pelas lágrimas
Derramada pelas nuvens
Sento-me em pensamentos,
Com minhas lágrimas a fundir-se
Pingo a pingo, tocando o chão...
E o frio consome minhas forças
Ou o pouco que resta dela...
E aos poucos o silêncio chega...
E a vida se esvai...
E uma figura petrificada...
ganha vida em meio ao nada...
E ali permanece uma estátua...
Esperando...
O sopro quente da vida...
Trazida pelo seu objeto de desejo...
O mesmo desejo que o congelou...
E ali permanece
Esperando...
Pelo verdadeiro ... ... ... ... !!!"
Ezequiel Dalfre (13/11/2008 - 21:42)
"As vezes um sentimento me invade
Um sentimento que por vezes tento ignorar
E horas outras deixo me dominar,
Um sentimento que me consome sem piedade.
Surto plenamente, desejando que alguém veja
Perco os sentidos rezando
E essa dor nada pode arrebatar.
Por horas caio a fio, sem a lugar algum chegar
E quantas vezes olho ao relógio
Esperando um dia encontrar...
Encontrar um lugar...
Apenas um lugar ?
A quem quero enganar ?
Então levanto sorrateiramente
E corro, sem destino
Apenas ouvindo o farfalhar do vento a minha volta
Sentindo ele friamente cortando minha face
As lembranças eminentes
Tento bloquear sem pestanejar
Mas os fantasmas do passado
Adentram pela porta,
Que não houve tempo de se fechar
Paro de imediato, num tranco
Aonde esta o vinho ?
Aonde esta o torpor ?
Ainda sinto a agonia
Ainda ouço meu nome chamar
O coro de anjos num lamento a cantar
Que desejo é esse ?
Que toma conta e não me deixa raciocinar?
Que desejo é esse ?
Um anseio ancestral que por hora temo encarar?
Não, não temo as trevas...
Nas trevas a luz se faz enchergar...
Mas para onde vou quando tudo isso acabar?
Acendo a vela, a vela da esperança...
Do pavio a me alimentar...
Mas a chuva não demora a se derramar
Apagando qualquer chama que teimasse a queimar...
E ali sozinho e perdido, molhado pelas lágrimas
Derramada pelas nuvens
Sento-me em pensamentos,
Com minhas lágrimas a fundir-se
Pingo a pingo, tocando o chão...
E o frio consome minhas forças
Ou o pouco que resta dela...
E aos poucos o silêncio chega...
E a vida se esvai...
E uma figura petrificada...
ganha vida em meio ao nada...
E ali permanece uma estátua...
Esperando...
O sopro quente da vida...
Trazida pelo seu objeto de desejo...
O mesmo desejo que o congelou...
E ali permanece
Esperando...
Pelo verdadeiro ... ... ... ... !!!"
Ezequiel Dalfre (13/11/2008 - 21:42)


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