segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

... A Distance there is...

...A DISTANCE THERE IS... (Theatre of Tragedy)
...Existe Uma Distância...

COME IN OUT OF THE RAIN THOU SAYEST -
Saia da chuva dizes tu -
BUT THOU NE'ER STEP'ST ASIDE;
Mas tu nunca te moves;
AND I AM TRAPP'D -
E eu estou preso -
A DISTANCE THERE IS...
Existe uma distância...
NONE, SAVE ME AND THE BODKIN -
Nenhuma, salva-me e o bastão -
PITTER-PATTER ON THE ROOF:
Manando no telhado:
BEHOLD! - 'TIS NOT THE RAIN;
Olha! – não é a chuva;
THENCE ME IT HAS TO BE -
Portanto deve ser eu -
I WILL NOT DRINK THY VINTAGE WINE, MY DEAR;
Eu não beberei do teu vinho envelhecido, meu querido;
THOU HAST HEED'D THAT I AM OF INNOCENCE,
Tu ouviste que sou inocente,
YET THOU LET'ST THY LASS INTO PERIL -
Porém tu deixaste tua donzela em perigo -
THOU LET'ST ME BE PARCHÉD;
Tu me deixas sedento;
MY HEART IS OF FRAILTHY,
Meu coração é frágil,
MY PALE SKIN IS HUÉD DAMASK.
Minha pele alva é cor de damasco.
WHEN THOU THY TEARS HAST HIDDEN,
Quando tuas lágrimas escondeste,
"COME BACK!", THOU SAYEST -
“Volta!”, dizes –
THERE I SOON AM TO BE -
Lá eu logo estaria -
BUT HOW AM I TO RUN WHEN MY BONES, MY HEART
Mas como correr quando meus ossos, meu coração
THOU HAST ME BEREAFT -
Tu me roubaste -
BUT RUN THOU SAYEST; I RUN -
Mas corra, dizes; eu corro -
AND THERE AND THEN I BEHOLD
E lá e naquele momento eu noto
THAT A TIME WILL COME WHEN I AGAIN DEAD WILL BE.
Que chegará um dia que morto eu serei novamente.
THOU TELL'ST ME TO LEAVE WITHOUT DELAY -
Tu me dizes que parta sem demora -
I LEAVE WITH MY BODKIN AND MY TEARS IN MY HANDS;
Eu parto com meu bastão e minhas lágrimas nas mãos;
LO! - THE SHADOWS, THE SKY DESCENDING;
Veja! – as sombras, o céu descendo;
SO BY A DINT OF SMITE I GAIT ERE
Então por força do castigo eu caminho, antes,
I RUN AND MELT TOGETHER WITH DUSK.
Eu corro e me torno parte do crepúsculo.
IN MY MIND IN WHICH IS THIS EVENT,
Na minha cabeça, onde se passa o evento,
BUT IT SEEMS AS IF NAUGHT IS TO CHANGE ANYWAY?!
Mas parece que nada irá se transformar de qualquer modo?!
AFTER ALL THESE YEARS THOU LEFT'ST ME DOWN
Depois de todos esses anos tu me abandonas
IN THE EMOTIONAL DEPTHS -
Nas profundezas dos sentimentos -
THE SOMBRE SOAKÉD VELVET-DRAPE IS HUNG UPON ME,
O veludo sombrio ensopado se pendura sobre mim,
TURNING MY FEELINGS AWAY FROM OUR SO IGNORANT WORLD:
Desviando os meus sentimentos do nosso tão ignorante mundo:
ALL THE BEAUTIFUL MOMENTS SHARÉD,
Todos os belos momentos compartilhados,
DELIBERATELY PUSH'D ASIDE -
deliberadamente excluídos -
...A DISTANCE THERE IS...
...Existe uma distância...






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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Lacrimes, Sanguine, Lacrimes...

*Lacrimes, sanguine, lacrimes...

Nas profundezas gélidas de meu espírito, sinto que há um imenso corte... Corte que me machuca, que me mata e deprecia...
Caminho silenciosamente pelos confins do nada, apreciando somente e puramente minha tristeza enlouquecedora...
A luz da lua já cega meus olhos entorpecidos pelas lagrimas...
Aquela escuridão penetrava em meu coração, então eu chorei e choro lagrima de sangue até cegar meus olhos cansados de esperar por ti.
O sangue que escorre por meu rosto afora mais se parece com o puro fel, o qual eu achava mais doce do que o mel...
Minha vida consta agora de apenas andar e vagar pelas profundezas do extenso e infinito nada, esperando a morte, mesmo que ela já tenha vindo a mim inúmeras e incontáveis vezes...
Ouço o canto lúgubre e funesto do coro das almas perdidas, mais perdidas do que eu mesma, perdida nas trevas infernal de meus pensamentos...
Cores? Cores não existem para mim... Cores são apenas alterações do negro... Os vermelhos das rosas e o lindo tilintar prateado da Lua, não existem mais para mim... São apenas meras lembranças de uma vida que já existiu em meu ser.
Vejo agora, o altar negro de meu ultimo pranto sanguinolento, aquele cemitério, de tão belas esculturas angelicais, não mais me afeta...
As almas agora se juntam em torno de mim, orando, chorando, cantando e me enlouquecendo com suas vozes agudas, distantes e fantasmagóricas... Seu canto lúgubre me entristece ainda mais e as lagrimas escoam pela minha face, lavando aquele altar com meu sangue amargo...
Nada... Nada mais me importa...
Nada... Nada mais me afeta...
Nada... Nada mais me impede...
Minha alma clama pela tua! Clama e chora, junto aos meus prantos sanguíneos...
Porque o amor veio logo invadir ao meu coração? Outrora frio como gelo, impenetrável...
Mas agora, ele chora... Chora e clama por ti, por tua presença...
Amaldiçoada seja a distancia!
Aquelas almas me chamam e choram... Choram porque motivo? Choram por mim? Ou por minha dor?
Eu não quero... Não quero ir, mas elas clamam por minha alma junto delas...
Luto, luto para não ir!
Meu sofrimento é necessário! Eu o mereço por não querer amar, mas amo por querer sofrer...
Amaldiçôo-me por não querer ir e acabar com isto tudo!
Abençôo-me por querer amar-te eternamente e sofrer por ti continuamente...
Tu não queres... Tu não queres que eu sofra... Mas é necessário que eu sofra para pagar por meu erro de amar alguém tão distante...
Já não considero mais que seja errado amar-te, pois és especial e tem em tua alma a perfeição que nunca tive...
Desando a chorar desesperadamente... Tua lembrança, tão distante me faz sentir o amargo gosto de meu próprio sangue que escorre em minha alma, coração e mente.
Provo o gosto de minhas lagrimas, porque quero morrer em ti... Quero morrer por ti, e não mais existir para nunca mais amar alguém novamente...
O amor... O amor dói, machuca, envenena e assassina!
Vem disfarçado de uma chuva doce que cerca os amantes com glórias e prazeres incontáveis...
O amor é uma chuva doce, mas, acompanhado da distancia, torna-se fatal, um assassino... E enegrece nossas almas e nossos corações.
Agora minhas lagrimas de sangue escoam e me levam embora...
Ao longe, tua doce voz me diz para não ir. Mas eu quero, e não há como me impedir desta vez, pois, vou morrer em ti, vou morrer por ti.
Acalenta-me com teus prantos e seu canto fúnebre junto ao coro de almas que me acompanham em meus próprios prantos sanguinolentos...
Tentas retirar-me das garras da morte... Mas sua tentativa é em vão...
Agora eu vou-me! Parto para sempre para viver apenas caminhando e vagando pelo nada de outro mundo, o mundo dos mortos e almas perdidas na escuridão infernal dos outros nadas a minha volta.
Parto... Parto agora, deixando gravada em tua mente somente estas palavras:
—Sofri por ti, morri em ti e chorei por ti. Mas agora, é hora de demonstrar-te o meu sofrimento de forma que tu entendas... Agora és tu que vais provar... Das minhas lagrimas de sangue!

Por: Angelick Svertsin Vladislav


domingo, 14 de janeiro de 2007

O Portal

O Portal

Ela acordou. Era só mais um dia, como qualquer outro.
Ficou deitada na cama
durante quase uma hora, reunindo forças para levantar.
Por fim, o fez.

Despiu-se e foi para o banheiro de sua suíte. Quando a
água gelada tocou seu
corpo, ela sentiu um leve choque, como se uma pequena
carga de energia
houvesse penetrado em seu ser. Ensaboava-se com pouca
atenção, evitava
tocar-se. Após o habitual ritual de higiene, enrolou-se
na toalha rápido,
sem fitar por momento algum o espelho. Observar-se a
lembrava sempre de quem
ela era, por isso, ela evitava ao máximo o encontro
consigo mesma.

Escovou os dentes, com olhos baixos, em momento algum
queria fitar-se.
Vestiu-se rápido, como se alguém a espiasse, e dirigiu-
se novamente até a
cozinha. Lá, pegou uma boa xícara de café, algumas
torradas, e voltou ao seu
quarto.

Esse era seu ritual diário. Solitária.

Apesar de ter abandonado a escola, ela passava o dia
inteiro entre seus
livros. Lia e ouvia a Nona Sinfonia o dia todo, ao ponto
dos vizinhos
reclamarem com a síndica do prédio daquela musica chata
tocando o tempo
inteiro.

Ela tinha uma face com traços belos, fortes. Um corpo
arredondado, uma pele
suave, cabelos longos e encaracolados. Seria uma mulher
bonita. Mas ela há
muito havia decidido que não seria mais um corpo físico.
E assim o foi.

Era um fantasma dentro da própria casa. Seus pais nunca
falavam com ela, e
ela, quando por acaso esbarrava com algum deles, quando
ia buscar alguma
comida na cozinha, nem os olhava. Era como se ela
vivesse em um Universo
paralelo.

Nesse Universo, ela era outra pessoa, tinha outra forma,
e era cercada do
Mundo perfeito. E o portal para o nosso universo era sua
cama. Sempre que
levantava da cama, ela estava nesse mundo, tão estranho
para ela. Era como
se ela tivesse nascido naquele mundo paralelo e houvesse
sido raptada por
aquelas pessoas que chamavam-na de filha. Mas no outro
Universo, ela tinha
uma família! Tinha um amor, um sonho, uma vida inteira.
Então, ela passava
horas e horas deitada em sua cama, seu secreto portal de
acesso aquele local
maravilhoso.

Desde pequena ela ia até lá. Os homens que ela amou, as
pessoas que
conheceu, todas estavam disfarçadas por aqui. Quando
menina, essas pessoas
disfarçavam-se de bonecas e ursinhos, mais tarde, essas
amizades e paixões
existiam em nosso mundo como contos, estórias
fantásticas daqueles livros
que ela tanto amava. Mas quando ela os lia,
imediatamente conseguia falar
com aqueles seres do outro Universo, aqueles, seus
iguais, que a
compreendiam.

Mas seus pais não compreendiam isso. Eles não entendiam
porque aquela jovem
tão bela e saudável não queria sair do quarto. E a
forçaram a voltar a
escola. Muito a contra gosto, ela foi. Mas era inútil...
ela chegava na sala
de aula, não ouvia uma palavra do que o professor dizia,
e voltava, tão
calada quanto antes. Nunca era reprovada, lia de mais,
era muito culta, não
precisava das explicações metódicas e medíocres daqueles
professores
cansados e mal pagos. Mas não conversava, não se
socializava.

A conselheira da escola chamou seus pais para uma
conversa. Sua filha era
anti-social. Ela rejeitava totalmente a sociedade,
seus padrões, suas
regras. Isso não era saudável, dizia ela!

Seus pais, já preocupados, levaram a menina a um
psicólogo. Só que ela se
recusava a conversar com ele. Ela não queria dividir seu
Universo com
ninguém, pois sabia que todos aqui eram profanadores, e
que, caso contasse a
alguém sobre seu Universo, ele poderia ser tirado dela,
invadido por
saqueadores, destruído.

Mas a menina não mais agüentava seus pais a
pressionando. Então, começou a
mentir, a dizer que saia com amigos, quando na verdade,
ia para bosques,
praias desertas, acompanhada apenas por seu diário e uma
garrafa de vinho.
Lá ela contava as deliciosas e ardentes paixões vividas
em seu Universo,
tudo aquilo que ela aprendia lá, como o local era
lindo...

Voltava para casa tarde da noite, mas seus pais nem
brigavam, pois pensavam:
ela está se socializando.

Eles estranharam ao serem chamados novamente pela
orientadora da escola. Sua
filha continuava anti-social. Eles se perguntavam
então com quem ela
estaria saindo... e começaram a suspeitar que ela usava
algum tipo de
entorpecente.

Ao chegar em casa, viram que a porta de seu quarto,
estranhamente estava
destrancada. Entraram, mas ela não estava lá. Havia
descido para comprar
cigarros. E seu diário estava a vista dos invasores, que
logo estavam
lendo-o e desvendando os mistérios de seu Universo!

Quando ela chegou e se deparou com seus pais com seu
diário em suas mãos,
todo seu corpo estremeceu. Seu mundo havia sido
profanado! Mas ela nada
disse. Eles lhe deram uma bronca, dizendo que ela estava
delirando, que
estava enlouquecendo, vivendo em um sonho e que ela não
poderia mudar o
mundo, e deveria se ajustar a ele. Deram-lhe um
ultimato! Ou ela se
adaptava, ou eles a forçariam a se adaptar! Em último
caso, utilizariam de
qualquer recurso, até mesmo uma clínica de repouso...
(exatamente oq fizeram comigo qdo acharam tuas
cartas..:P)

Mas ela nada falou. Não gritou, não contestou. Ela já
sabia o que deveria
fazer. Foi até seu templo, seu quarto, e trancou-se. E
enfim decidiu: iria
mudar-se definitivamente para seu Universo, e fecharia
os portais, para que
ninguém pudesse segui-la.

Naquela noite ela se preparou. Despediu-se desse
Universo, deixando um
bilhete aqueles que cuidaram dela durante aqueles longos
anos. E queimou
seus livros, para que ninguém jamais pudesse encontra-la
novamente. Após
isso, queimou seu diário, o único resquício dela mesma
preso a esse mundo.

Deitou-se em sua cama e respirou fundo. Em pouco tempo,
a viagem começara. E
dessa vez seria definitiva. Ela nunca havia feito isso
antes por medo, mas
agora nada mais importava. Fechou seus olhos. E se foi.

No dia seguinte, à tardinha, seus pais já estavam
preocupados. Ela não saíra
do quarto para tomar seu habitual café, nem muito menos
almoçar. Bateram na
porta, mas ela já não estava mais lá. Desesperados,
arrombaram a porta
nenhum vestígio da filha. A cama, ainda desfeita, lá
estava. No canto,
apenas cinzas. Sua prateleira de livros, vazia. Mas onde
estaria ela?
Procuraram no banheiro, até nos armários, mas nada. Ela
havia desaparecido.
Seus pais chamaram a polícia, perguntaram ao porteiro se
ela havia saído
durante a noite, examinaram as fitas de segurança do
prédio... nenhum sinal
dela. Ela havia conseguido... finalmente, estava em seu
Universo, para
sempre!

...
Era só mais um dia, como qualquer outro. Ficou deitada
na cama durante quase
uma hora, curtindo o prazer da preguiça. Por fim,
resolveu levantar-se.

Despiu-se e foi para o banheiro de sua suíte. Quando a
água morna tocou seu
corpo, ela sentiu como se uma leve carícia percorresse
todo seu corpo. Ela
sorriu. Ensaboou-se, quase que fazendo amor consigo
mesma, tocando-se,
amando-se. Ao sair do banho, olhou-se longamente ao
espelho: finalmente, era
ela. Estava liberta. Havia conseguido fugir e seu amado
a esperava na
cozinha.

...
Finalmente, seus pais a encontraram, encostada no último
degrau das
escadarias do prédio. Ela estava imóvel. Eles correram e
a abraçaram, mas
ela não falava uma palavra. Levaram-na para casa, e
percebendo que ela não
recobrava a consciência chamaram uma ambulância. Ela foi
levada a um
hospital. Diagnosticaram algo como colapso nervoso, ou
algo do gênero.
Eles nada entendiam. Aquilo era apenas a casca que ela
precisou deixar. Pois
ela não mais estava ali. Estava fazendo amor nos braços
de sua alma gêmea,
deitada no infinito, observando a beleza e a imensidão
das estrelas. E nunca
mais deixaria aquele lugar. Em fim, ela encontrara a paz.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

O Chamado da Deusa Negra



"Eu sou as trevas por trás e por baixo das sombras.
Eu sou a ausência de ar que espera no início de cada respiração.
Eu sou o fim antes que a vida recomece, a deterioração que fertiliza o que vive.
Eu sou o poço sem fundo, o esforço sem fim para reivindicar o que é negado.
Eu sou a chave que destranca todas as portas.
Eu sou a glória da descoberta, pois eu sou o que está escondido, segregado e proibido.
Venha a mim na Lua Negra e veja o que não pode ser visto, encare o terror que é só seu.
Nade até mim através dos mais negros oceanos, até o centro de seus maiores medos.
Eu e o Deus das trevas o manteremos em segurança.
Grite para nós em terror e seu será o poder de suportar o insuportável.
Pense em mim quando sentir prazer e eu o intensificarei.
Até o dia em que eu terei o maior prazer de encontrá-lo na encruzilhada entre os mundos.
Sabedoria e a capacidade de dar poderes são os meus presentes.
Ouça-me, criança, e conheça-me por quem eu sou.
Eu tenho estado com você desde o seu nascimento e ficarei com você até que você retorne a mim no crepúsculo final.
Eu sou a amante apaixonada e sedutora que inspira o poeta a sonhar.
Eu sou aquela que te chama ao fim de sua jornada.
Quando o dia se vai, minhas crianças encontram seu descanso abençoado em meus braços.
Eu sou o útero do qual todas as coisas nascem.
Eu sou o sombrio, silencioso túmulo; todas as coisas devem vir a mim e suportar a morte e o renascer para o todo.
Eu sou a Bruxa que não será governada, a tecelã do tempo, a professora dos mistérios.
Eu corto as linhas que trazem minhas crianças até mim.
Eu corto as gargantas dos cruéis e bebo o sangue daqueles sem coração.
Engula seu medo e venha até mim, e você descobrirá a verdadeira beleza, força e coragem.
Eu sou a fúria que dilacera a carne da injustiça.
Eu sou a forja incandescente que transforma seus demônios internos em ferramentas de poder.
Abra-se a meu abraço e domínio.
Eu sou a espada resplandecente que te protege do mal.
Eu sou o cadinho no qual todos os seus aspectos se misturam em um arco-íris de união.
Eu sou as profundezas aveludadas do céu noturno, as brumas rodopiantes da meia-noite, coberta de mistério.
Eu sou a crisálida na qual você irá encarar o que te apavora e da qual você irá florescer vibrante e renovada.
Procure por mim nas encruzilhadas e você será transformada, pois uma vez que você olhe para meu rosto não existe volta.
Eu sou o fogo que beija as algemas e as leva embora.
Eu sou o caldeirão no qual todos os opostos crescem para se conhecer de verdade.
Eu sou a teia que conecta todas as coisas.
Eu sou a curadora de todas as feridas, a guerreira que corrige todos os erros a seu tempo.
Eu faço o fraco forte.
Eu faço humilde o arrogante.
Eu ergo o oprimido e dou poderes ao desprivilegiado.
Eu sou a justiça temperada com compaixão.
Eu sou você, eu sou parte de você, estou dentro de você.
Procure-me dentro e fora e você será forte.
Conheça-me, aventure-se nas trevas para que você possa acordar com equilíbrio, iluminação e plenitude.
Leve meu amor consigo a toda parte e encontre o poder interior para ser quem você quiser."