Estranho
Estranho
É estranho como a noite chega rápido
Depois de um dia qualquer
Os olhos se fecham a medida em que vemos
A mente se abre e se expande assustadoramente
É estranho como podemos caminhar
Sem sair do mesmo lugar
Independente de onde se quer chegar
Independente do momento que se deseja partir
É estranho como imagens coloridas
Simplesmente se tornam preto e branco
Sem explicação ou razão
Como em um colapso nervoso
É estranho como ainda ouço uma voz
Sussurrando dia e noite aos meus ouvidos
Clamando por alguma coisa
Que não posso atender, apesar de desejar
É estranho, espantoso, e não poderia explicar
Como uma rosa cresce, brota e morre
Deixando no chão seu legado vermelho
Sem ninguém para admirar
É estranho, como as lágrimas te surpreendem
Escorrendo por cada poro em sua face
Até atingir o chão silenciosamente
E atemorizar o mais bravo dos homens
É estranho como podemos olhar
E simplesmente fingirmos que não vemos
A dor, a agonia e o sofrimento dos outros
E continuarmos sem remorso algum
É estranho como tudo caminha
Lentamente para lugar algum
E simplesmente ninguém se importa
Aonde vamos chegar
É estranho como o medo invade
A ponto de paralisar
Mas quando você ouve o coração
A força se renova e você caminha
É estranho o vento gelado de inverno
Tocando sua face lentamente
Trazendo lembranças perdidas
E acendendo fogos apagados
É estranho a morte
Que chega sorrateira e sem alarde
Que lhe pega pelas mãos
E lhe entrega tanta paz
É estranho tantas coisas
Que mesmo que escrevesse
Durante a noite toda
Não seria capaz de enumerar
E ainda assim
É estranha a tristeza
Que invade peito adentro
E libera a voz do coração
Que fala abertamente
Viciando até o mais frio
E mostrando a verdadeira beleza
Em várias faces
Que ja mais serão compreendidas
E por fim,
É estranho o preto e o branco
Que imortalizam paisagens
Despertam sentimentos
E registram cada passagem dessas
Em toda sua vida.
Ezequiel (05/06/2008 - 22:42)
Depois de um dia qualquer
Os olhos se fecham a medida em que vemos
A mente se abre e se expande assustadoramente
É estranho como podemos caminhar
Sem sair do mesmo lugar
Independente de onde se quer chegar
Independente do momento que se deseja partir
É estranho como imagens coloridas
Simplesmente se tornam preto e branco
Sem explicação ou razão
Como em um colapso nervoso
É estranho como ainda ouço uma voz
Sussurrando dia e noite aos meus ouvidos
Clamando por alguma coisa
Que não posso atender, apesar de desejar
É estranho, espantoso, e não poderia explicar
Como uma rosa cresce, brota e morre
Deixando no chão seu legado vermelho
Sem ninguém para admirar
É estranho, como as lágrimas te surpreendem
Escorrendo por cada poro em sua face
Até atingir o chão silenciosamente
E atemorizar o mais bravo dos homens
É estranho como podemos olhar
E simplesmente fingirmos que não vemos
A dor, a agonia e o sofrimento dos outros
E continuarmos sem remorso algum
É estranho como tudo caminha
Lentamente para lugar algum
E simplesmente ninguém se importa
Aonde vamos chegar
É estranho como o medo invade
A ponto de paralisar
Mas quando você ouve o coração
A força se renova e você caminha
É estranho o vento gelado de inverno
Tocando sua face lentamente
Trazendo lembranças perdidas
E acendendo fogos apagados
É estranho a morte
Que chega sorrateira e sem alarde
Que lhe pega pelas mãos
E lhe entrega tanta paz
É estranho tantas coisas
Que mesmo que escrevesse
Durante a noite toda
Não seria capaz de enumerar
E ainda assim
É estranha a tristeza
Que invade peito adentro
E libera a voz do coração
Que fala abertamente
Viciando até o mais frio
E mostrando a verdadeira beleza
Em várias faces
Que ja mais serão compreendidas
E por fim,
É estranho o preto e o branco
Que imortalizam paisagens
Despertam sentimentos
E registram cada passagem dessas
Em toda sua vida.
Ezequiel (05/06/2008 - 22:42)
