domingo, 27 de maio de 2007

Feeling

"Sinta o frio cortante em sua pele,
Desejos escondidos sobre a pele
Clamando para serem revelados
O ultimo suspiro antes da partida
A despedida dos sonhos
As lágrimas caem
Como as folhas secas das árvores
Na suave melodia regida pela brisa
Tocando os sentimentos...
As cores se tornaram pálidas
A tristeza embriagante
Na negra rosa o pecado
Que há muito foi calado
E a dor condenado...
Esta noite os anjos cantam
A redenção perdida
Na solidão da vida...
Assim minha pele
Começa a se partir
E este desejo
Queima cada vez mais forte
Explodindo em meu ser...
Ardendo por cada milimetro
De minha pele e alma...
Revelando finalmente
Toda a água derramada
Na fria chuva da tarde
Entregando cada gota...
Do que antes fora um segredo..."
Ezequiel 27/05/2007 - 21:25

sábado, 12 de maio de 2007

Light and Darkness

Como pode
Uma simples vela
Acesa no meio da escuridão
Iluminar de tal modo
A tornar visivel tudo a minha volta?
Como pode
Uma simples vela
Emergir da escuridão
Trazendo de volta a esperança
Que um dia havia se perdido?
Como pode
Esta mesma vela
Brilhar com tal intensidade
A mostrar o caminho
Oculto na escuridão
E te guiar no percorrer deste caminho?
Como pode
Esta unica vela
Queimar cada vez mais forte
Em meio a derradeiro temporal
E acalmar a tormenta?
A névoa enfim se dispersa
As cores ganham vida
Num silencioso e magestral teatro
De luz e escuridão
Que baila pelo palco
E se entrelaçam no salão
Trazendo de volta a vida
Refazendo os sonhos
Com toda sua força
Retaurando a esperança
E cada dia mais
Essa chama em mim
Simplesmente queimando...
Ezequiel Dalfre 12/05/2007 - 01:06 AM



terça-feira, 1 de maio de 2007

Shadows of the Past

"Certas coisas o tempo não pode apagar
A lâmina gélida da faca no pulso
O sangue derramado pelo chão
O gritos e sussurros ecoando pelos cantos
A escuridão no coração
A solidão no dia e na noite
O frio cortante na pele
O vento seco e cortante no rosto
O vinho no sangue
As imagens sepulcrais das lembranças
A mágoa que tentou-se evitar
As lágrimas cristalizadas
As folhas caidas no outono
A chuva derramada, lavando o corpo
Os minutos que em vão tenta-se esquecer
A essência que em vão tenta-se mudar
Certas coisas o tempo não pode apagar
E nada pode essas memórias levar
Nem mesmo o vento, nem mesmo o mar
E as lágrimas eternas correrão
Como um rio que segue seu curso
Levando consigo a tristeza
E restando apenas a melâncolia
Cravada como um punhal
No fundo do coração
Em um corte que nunca se fecha
Em um sangramento sem fim
Brotando assim cada minuto
Uma nova lágrima
De uma embriagante e eterna tristeza..."
Ezequiel Dalfre 01/05/2007 02:08 AM