domingo, 28 de outubro de 2007

Ouça-me


" Se ao menos você pudesse ouvir
As palavras que deixo de dizer
Se ao menos você pudesse entender
As palavras que eu insisto esquecer
Se ao menos você percebesse...
... o abraço que não vem
... o rasgo em meu peito
... a dor de cada sorriso
... a solidão e a angústia
cravadas como punhal em meu peito
Se ao menos você pudesse
Pudesse e nada mais
Ouvir e ver com seu coração
As lágrimas tingidas de vermelho
Que Escorrem por meu coração
Tocando suavemente o chão
Como numa doce canção
Se ao menos você pudesse entender
A dor que me domina todos os dias
Dentro da minha alma impregnada.
Se você soubesse sobre tudo que sinto
A falta do calor
De um abraço
A falta de alguém
Que me ame
Assim como amo
Alguém que me olhe
Não apenas com os olhos imundos mundanos
Mas com os verdadeiros olhos
Despido de qualquer malícia ou maldade...
Se você apenas soubesse..."

Ezequiel 28/10/2007 (20:26)

domingo, 14 de outubro de 2007

O Jardim Perdido

"Perdido estou
Rumo ao nada
Tentando entender
O que restou
O sol some lentamente
Dando seu lugar
Para tempestade
Vestida de noiva
Com a branca névoa caida
Sobre seu corpo
Ao longe quase invisivel
Posso ver uma entrada
A porta entreaberta
E um vulto a mim chamando
Sem direito entender
Me aproximo lentamente
E mesmo perto
Não posso ver
Além de um vulto
Com corpo feminno
Então ela adentra vagarosamente
Quase como que flutuando
E extasiado à acompanho
Um lugar lindo
Um jardim perdido
O jardim dos mortos
A paisagem de flores e rio
Se contrastam
Em meio a belas lápides
E grandiosos mausoléus
Tento chama-la
Mas minha voz falha
Nem um A sequer
Consigo pronunciar
Então levanto as mãos
Procurando-a
Tentando tocar-lhe
E uma voz angelical
Me surpreende
"Não posso ser tocada,
Mas posso tocar-lhe,
E ao mais leve toque,
Sua vida será minha.
Deseje-me ardentemente,
E serei sua amante
Por toda eternidade,
E então minha pele
Poderás sentir."
Naquele exato momento
em meio a chuva
Que caia sobre minha pele
Meu corpo foi tomado
Por um calor intenso
E meu coração ardeu
Desejando-a, amando-a
E a loucura tomou conta
De todo meu ser
E o tempo deixou de existir
A minha volta
Tudo parecia um filme
Passando lentamente
E então tudo foi se apagando
Apenas a escuridão chegando
Uma sensação mágica
E assim cai, lentamente
Inconciente, adormecido
A chuva agora
Ja não era tão gélida
Meu corpo repartia
Da mesma temperatura
De repente
Sou surpreendido por uma luz
E mesmo adormecido
Podia ver essa luz
E senti como se fosse
Finalmente completo
Então podia ver tudo claramente
E me levantei
Deixando para trás
Apenas um corpo
E nada mais
E agora podia ve-la em meio a luz
Um anjo em todo seu explendor
E assim me entreguei
Em seus braços
Ao seu amor
Por toda eternidade..."
Ezequiel Dalfre - 14/10/2007 (22:45)